A misteriosa branda face tua,
velada de indissociável treva,
Sorris brumosa e sinistra lua!
Fenda na dádiva de Minerva!
Ergue teus olhos, maldita lira,
tange a canção da dor infinita!
Que covardia insólita
Faz esconder-te na ira?
Tuas cordas têm o som
rangente das forcas,
é o tom da pedra-coração
que por misérias tu trocas.
Tens qualidades baixíssimas,
alma de cortesãs imundas,
liberta no culto às magias lascivas
das paixões impuras.
Dos cantos que tua música prova,
dor e destruição ressoam,
ecoam em tua desonrada trova
os sentimentos que te abandonam.
Vês? Decadente é tua fuga.
Teus ouvidos se voltarão às odes,
escape então, enquanto podes
tua obra é tua verduga.
Voe pássaro condenado,
a covardia é teu espaço,
quando te aproximares de superfície, em laço
numa armadilha certa serás devorado.
Ratos, baratas e outras coisas que vivem de sobras... e que vão dominar o mundo. *Não me julgue: nada disso é real!
domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Minha intenção era das melhores, fazer as pazes.
Hoje eu rasgo a realidade com as unhas, puxo a pele fina que se enrola, só existe escuridão.
Observo o cotidiano distante, pessoas que passam, conversas vazias, por dentro contraio, traído, na dor.
São ratos e baratas que roem a nossa vida, o desejo é abstrato.
Só há escuridão.
Respirando a imundice do mundo sorrio para fantoches vazios de alma com um buraco no lugar do coração onde esta a escuridão.
Esse quadro surreal se desmancha num borrão... Explosões distantes...
Da caixa escura dos meus pensamentos surgem seres que se contorcem e com as mãos retiram fios vermelhos do estomago e oferecem como prova de vida, “veja” eles falam e caem ecoando pelo chão, a neblina negra os devora.
Dedos e sangue se misturam: pele, olhos, sobrancelha... Tudo estremece numa oscilação venenosa, da escadaria vem a destruição e vai embora.
Aos poucos a realidade se levanta, ela sempre volta. Recolho fragmentos de passado e faço o sentido do agora, aprendemos a sobreviver um dia e isso nos escora.
Meu juízo me repreende e dá risada... Não há fuga mais insana do que fazer piada...
Hoje eu rasgo a realidade com as unhas, puxo a pele fina que se enrola, só existe escuridão.
Observo o cotidiano distante, pessoas que passam, conversas vazias, por dentro contraio, traído, na dor.
São ratos e baratas que roem a nossa vida, o desejo é abstrato.
Só há escuridão.
Respirando a imundice do mundo sorrio para fantoches vazios de alma com um buraco no lugar do coração onde esta a escuridão.
Esse quadro surreal se desmancha num borrão... Explosões distantes...
Da caixa escura dos meus pensamentos surgem seres que se contorcem e com as mãos retiram fios vermelhos do estomago e oferecem como prova de vida, “veja” eles falam e caem ecoando pelo chão, a neblina negra os devora.
Dedos e sangue se misturam: pele, olhos, sobrancelha... Tudo estremece numa oscilação venenosa, da escadaria vem a destruição e vai embora.
Aos poucos a realidade se levanta, ela sempre volta. Recolho fragmentos de passado e faço o sentido do agora, aprendemos a sobreviver um dia e isso nos escora.
Meu juízo me repreende e dá risada... Não há fuga mais insana do que fazer piada...
sexta-feira, 8 de maio de 2009
Minhas asas se abrem
Nesse rito ao amor total
Minha alma se liberta
De todo grilhão fatal
Não há dor que atinja
Minha distante fortaleza
Tenho a força do dragão
E o brilho lúcido
Da estrela da manhã
O meu poder é imenso
E tudo o que eu quero
Eu tenho
Com a lâmina da espada
Abro todos os caminhos
Com o fogo sempre alto
Purifico os sacrifícios
Ando pela escuridão
Como em minha casa
A minha força é imensa
De fulgor fascinante
O vento leva o meu desejo
E o faz realidade
Todos os que se colocam
Em meu caminho
Sofrem eternas máculas
O meu poder é imenso
Todas as forças me protegem
Tudo o que é lançado contra mim
Volta três vezes mais e maior
A noite me fortalece
E nos reinos submersos
Minha magia se renova
Minha visão é clara
Meu clamor é alto
Meu poder é imenso
Eu vejo através das chagas
Trago paz aos amigos
E dor aos inimigos
Nesse rito ao amor total
Minha alma se liberta
De todo grilhão fatal
Não há dor que atinja
Minha distante fortaleza
Tenho a força do dragão
E o brilho lúcido
Da estrela da manhã
O meu poder é imenso
E tudo o que eu quero
Eu tenho
Com a lâmina da espada
Abro todos os caminhos
Com o fogo sempre alto
Purifico os sacrifícios
Ando pela escuridão
Como em minha casa
A minha força é imensa
De fulgor fascinante
O vento leva o meu desejo
E o faz realidade
Todos os que se colocam
Em meu caminho
Sofrem eternas máculas
O meu poder é imenso
Todas as forças me protegem
Tudo o que é lançado contra mim
Volta três vezes mais e maior
A noite me fortalece
E nos reinos submersos
Minha magia se renova
Minha visão é clara
Meu clamor é alto
Meu poder é imenso
Eu vejo através das chagas
Trago paz aos amigos
E dor aos inimigos
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Primeiro eu cai, e achei que não mais levantaria... Senti a amargura, olhei para o abismo, toquei a escuridão.
A noite acariciou meu rosto, cobriu meu corpo, me levou pra casa.
Quando abri os olhos já era tããão tarde... Mas noite e mais nada.
No submundo do meu ego ofereci a realidade, no altar do desespero depositei a castidade.
Em troca o mal carregou meu coração para o mundo gelado, e minhas asas se libertaram.
A noite acariciou meu rosto, cobriu meu corpo, me levou pra casa.
Quando abri os olhos já era tããão tarde... Mas noite e mais nada.
No submundo do meu ego ofereci a realidade, no altar do desespero depositei a castidade.
Em troca o mal carregou meu coração para o mundo gelado, e minhas asas se libertaram.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Machuco minhas costas com as unhas, não há dor. Esta tudo caindo.
O tempo derruba tudo, os sonhos, os cabelos na pia...
Paro diante do mais imenso medo,
não posso encarar...
É uma tragédia, um fim, para um recomeço assustador.
Não, esse não. Não.
A lâmina tem uma ponta útil, mas não esta afiada.
Eu não exagero em nada.
Não há.
O sono me leva para o amanhã, apelo para deuses e demônios, não sou nada fiel, ofereço alma, incenso, vela, papel... Peço pra fumaça levar meu pedido longe... Ninguém responde.
De quanto medo é preciso para a covardia apelar para o ultimo sono?
De quanta coragem sobre a covardia estamos falando? Essa é uma negociação. A caixa vermelha, o céu profundamente negro, claridade artificial.
Eu prometo, e juro, e silencio.
A caixa vermelha entre os livros.
Céu profundamente negro, nuvens sutis.
A claridade artificial em letras.
Nem posso olhar, fraco que sou, um verme.
Caminho distante até a prateleira de livros, afasto, pego a caixa, abro vermelha, dentro lamina virgem, coloco no altar, a luz da lua alcança.
Se é pra ser o mau, que seja poético.
O tempo derruba tudo, os sonhos, os cabelos na pia...
Paro diante do mais imenso medo,
não posso encarar...
É uma tragédia, um fim, para um recomeço assustador.
Não, esse não. Não.
A lâmina tem uma ponta útil, mas não esta afiada.
Eu não exagero em nada.
Não há.
O sono me leva para o amanhã, apelo para deuses e demônios, não sou nada fiel, ofereço alma, incenso, vela, papel... Peço pra fumaça levar meu pedido longe... Ninguém responde.
De quanto medo é preciso para a covardia apelar para o ultimo sono?
De quanta coragem sobre a covardia estamos falando? Essa é uma negociação. A caixa vermelha, o céu profundamente negro, claridade artificial.
Eu prometo, e juro, e silencio.
A caixa vermelha entre os livros.
Céu profundamente negro, nuvens sutis.
A claridade artificial em letras.
Nem posso olhar, fraco que sou, um verme.
Caminho distante até a prateleira de livros, afasto, pego a caixa, abro vermelha, dentro lamina virgem, coloco no altar, a luz da lua alcança.
Se é pra ser o mau, que seja poético.
Calmaria combinada com profunda apatia
Em condições irreais o que mais se esperaria?
Em uma curva adulterada mais uma rasteira da vida
Numa noite onde até lua morria
AS portas estavam expostas
Mas não se propôs um único viajante
A vigília dos sonhos esteve viúva
E nos céus não havia estrela alguma
Porque a morte caminhava
Entre insones desesperos
Profundamente congelados
Nas almas de velhos amantes.
Em condições irreais o que mais se esperaria?
Em uma curva adulterada mais uma rasteira da vida
Numa noite onde até lua morria
AS portas estavam expostas
Mas não se propôs um único viajante
A vigília dos sonhos esteve viúva
E nos céus não havia estrela alguma
Porque a morte caminhava
Entre insones desesperos
Profundamente congelados
Nas almas de velhos amantes.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Meu coração está vazio. Não há.
Quando algo precisa mudar ou morrer qualquer uma das escolhas causa dor.
Nem sempre mudar é a escolha preferida, é muito mais fácil desistir. Não há nada de errado em ser covarde, apenas é triste.
E a tristeza sempre vem, não importa como, às vezes fica por muitos anos, nos acompanhando como uma sombra, outras vezes apenas nos acaricia e vai embora, voltando de quando em quando... mas sempre vem, de um jeito ou de outro.
Pensar na tristeza como algo bom deixa tudo mais fácil. Precisamos entrar em nós mesmos, observar com calma, é uma dádiva que a tristeza proporciona, nos faz encontrar tempo (tão escasso hoje em dia) para a reflexão, para a arte, para a música, a poesia... Para emoções tão pessoais e profundas que esquecemos na praticidade do dia-a-dia.
Quando algo precisa mudar ou morrer qualquer uma das escolhas causa dor.
Nem sempre mudar é a escolha preferida, é muito mais fácil desistir. Não há nada de errado em ser covarde, apenas é triste.
E a tristeza sempre vem, não importa como, às vezes fica por muitos anos, nos acompanhando como uma sombra, outras vezes apenas nos acaricia e vai embora, voltando de quando em quando... mas sempre vem, de um jeito ou de outro.
Pensar na tristeza como algo bom deixa tudo mais fácil. Precisamos entrar em nós mesmos, observar com calma, é uma dádiva que a tristeza proporciona, nos faz encontrar tempo (tão escasso hoje em dia) para a reflexão, para a arte, para a música, a poesia... Para emoções tão pessoais e profundas que esquecemos na praticidade do dia-a-dia.
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