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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Eu poderia chorar por você esta noite, mas já fiz isso, não vou lhe/me entediar de novo.

Vou ficar aqui brincando com esses pedaços de mim, os pedaços partidos tantas vezes estão ficando menores... observando assim, acho que um dia vão sumir ou se misturar ao pó da casa.

Não há culpados, veja só, apenas fatalidades. 

Aquela musica bonita não era pra mim. As bonitas nunca são.

Aprendi direitinho o que todos gostam - "boa menina". Professores cruéis me ensinaram a construir torres em montanhas e a tecer mortalhas... Mas, em deslizes, eu quase sinto, e dói um tanto aqui, um tanto ali, então eu lembro.... eu lembro.

...As bonitas nunca são.

depois esqueço.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

black box

Seguramente, não há onde pisar
Figuras pendem das paredes
Ecos de fontes ausentes
Contornos alterados, ruído.

É o bater de asas do anjo do abandono.

Abrigo.
Movimentos lentos de suspiro
reorganizando sentidos.
...são os antigos guias que vem vindo.

Vou levantar, lembro de saber rezar:
Oh, arte, não me abandone! Onde foi?
Para escrever sua falta,
Machuquei-me a noite inteira
Quanta besteira, tão tola assim...
Lua cheia de ir embora,
deixe estrelas...
e paz...
e um tanto de ordem...
Mas volte.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Black Box

Numa fortuna bizarra, algo divino se mostra, não há como negar.

Entre tanto nada uma pedra no caminho, às vezes, parece um oásis.

"Poderia ser pior" já não consola... poderia ser melhor.

"o que não me mata, me fortalece"...dentro da fortaleza do meu ser, sinto tão cansada.

 A luta um dia acaba... sempre antes pra quem amamos, sempre tarde... pra tantas coisas.

Imagine.
"A arte é sempre libertária"


"Trouble is my middle name
But in the end I'm not too bad"

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Black Box

Símbolo de infinita perfeição
É apenas a alma desta flor,
Edificada na morada da dor,
Brota infimamente ressurreição.

Banhada por lagrimas e silêncio
em noites solitárias
derramadas pelo mundo.

Quietude de significados plenos
Intercalados por um murmúrio do vento
E fumaça rodopiando rosas de um incenso.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Arrisquei estancar, mas era tanto que não era sensato suportar. Parti feliz quando tanto vazio fez uma solitária lagrima voltar.
Resguardo este espaço de momentos onde não quero - ou sustento - mais nada.
Renuncio a realidade e traço objetivos como quem morre, essa lágrima trouxe consigo um último desejo... De que tudo fique longe, e por fim se apaga a ultima luz neste olhar que daqui para a frente estará sempre fechado.
Vi claramente, tantas vezes, o próprio senhor das moscas titereiando estas máscaras que agora rejeito acompanhar uma novela que em círculos sempre se renova.

...e sobre o anterior questionamento, escolho matar a alma e continuar vivendo.





O Deus-Verme
Augusto dos Anjos

Fator universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme - é o seu nome obscuro de batismo.

Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.

Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrôpicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...

Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!




+ William Golding - o senhor das moscas (livro pdf - 4shared link) (Wikipédia)
+ "Senhor das Moscas" (Wikipédia)

black box

Essa foi boa, uma cilada, dessas que achei que já estava salva, e me vi guiada por uma aspiração alienada.
Um anseio demente e oposta calmaria apascentada... E descoberta, a fraqueza se desmancha prostrada. Apenas não era nada e a esperança cala e jaz resignada.







Sombras da morte que insistem em nos levar, peço que esta noite eu não possa mais voltar”.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Sabia que o sofrimento esperava na porta de saída... Mas a saudade eu senti antes mesmo de você partir e agora já não resta nada.
Ah, sem tragédias.

A vida vaga... Um barquinho carregado ao sabor de um rio ermo para um oceano desconhecido.
Nem os fantasmas marginais se interessam pelo solitário tripulante... Que mudo se apaixona apenas pela calmaria noturna de um céu distante.

domingo, 6 de dezembro de 2009


Antiga escrita da arte do sangue
traz de volta o contentamento
que todos os dias a vida rouba.

Num túmulo escuro me conforto,
fui expulso dos 14 reinos e prossigo
uma mentira de paz aparente.

Tudo portas ao acaso, sem mistérios
a existência se arrasta em corrente,
passei uma década na janela
observando altruísmo e bondade.

Sonho consideráveis pesadelos,
quando tédio é uma constante,
medo é uma joia rara.

Não pretendo chegar a lugar algum, desisti das pretensões, não sinto essa obrigatoriedade de ser feliz, vejo-me a parte, na superior arrogância da solidão.
Meus dias seguem feitos de névoa vaga, sempre acabo antes dos momentos.
É a beleza angustiante de viver em fragmentos.
Num mundo feito de contrastes, uns nascem luz outros trevas, nada mais.
O projeto divino é cheio de falhas...

domingo, 29 de novembro de 2009

Não sou um deposito de ilusões,
posso discorrer sobre o orbe onde habitei
Sem que seja significação
Sem que seja duração
Sem que seja coração

Falha a gravidade, tudo pende, fora do ar.


Vontades desordenadas onde pequenos erros tornam-se acertos.

Quando pensei seu nome alguém do outro lado ouviu
os nevoeiros revelaram sua alma e toques amargos de obstinação
Não acredito, não me admiro, admito.
Mais uma vez, sentar e escutar, e espero.

É da tolice mais humana ajoelhar-se perante o que nos estimula a visão. Ciente, fecho os olhos e observo além sob os conselhos dos mestres Métis e Aión..
Já não desejo, destôo, deslizo, indefino...

Evasiva, não me apetece esse mundo descontínuo, inoperante, dividido. 

terça-feira, 17 de novembro de 2009

O navio sombrio segue pela noite enquanto a vida precipita-se, esbarra e morre em pequenos conceitos.
Passageiros em cabines escuras idealizam o infinito, imaginando que um passo errado os levará ao abismo, ignoram sua prisão.
O amor é uma cilada. A felicidade é verdade adulterada.
Amizade são ratos e baratas que roem a nossa alma enquanto vemos televisão.
Para que a realidade dê lugar aos sonhos a paz é a solidão, drogas sintéticas e musica surreal.
O desejo é abstrato.

É triste viver aqui, para que um sorriso venha é preciso esquecer-se de si.
O que será pior: matar a alma para continuar vivendo ou matar o corpo para poupar a alma?
Essa vaga ideia de eternidade é um tormento, quanto tempo isso pode durar?

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Ancorou no velho cais pra reorganizar conflitos sem trazer ordem, não parta... As lembranças em desgosto.

E sentido inerte sem motivação alguma na incoerência de experimentar o caos e desejar apreender alguma coisa.

Remotas areias se libertam da ampulheta para escorrer entre os dedos na liberdade vertiginosa... Da queda.

Conhecemos o fim e provamos cada instante como um vício alucinante, a força do choque de noturnas tempestades opostas.
E uma graça melancólica nos lábios quotidianos onde o sol aponta.

domingo, 18 de outubro de 2009


Acre é a lágrima inexistente em um nó que não desata
Nessa linha de serpentes
na garganta... Mais um sorvo de atitudes rudes e pessoas de alma suja.
Ah! Uma cruz que já produziu calos,
Gostaria de não gostar
e tolerar decentemente as sombrias agulhas de gelo que atravessam o coração.

Ancestral batida pulsando... Vida ou qualquer coisa navegando nas "águas verdes do Lethe"

*"Hey you! Don’t help them to bury the light
Don't give in without a fight"


**a vela apagou. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Entusiasmo apaixonado, alucinações!
A real fantasia, fantasmagoria
Receio refletindo espelhos
É melhor não ser tão frágil,
pondero: “se me permito, submerjo”
E essas janelas caem o tempo inteiro
com todos os sentimentos profundamente abismos.

Disse o adeus e anoiteceram parições trazidas pelo demônio,
"é veneno velado" - cismo.

Em flashs a luz percorre aparições sorrindo, em tons graves infinitamente repetitivos, você os ouve rindo?
Sufocante batida que nunca termina... Celebro a juventude degustando morte.
Repito e ratifico: Prazer e dor estão no mesmo caminho.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Sinto seus olhos, trevas do impuro, observam em silencio todas as lágrimas em pensamentos que esse triste cavaleiro já não mais derrama nesse mundo.

Noites dessas, em que as arvores sussurram pesadelos, são abandonados os viajores, peregrinos de linhas sem futuro.

Quando sentir então um grito percorrer a alma, observe atentamente como as coisas num repente se movem lentamente nas sombras que lhe cercavam.

Não há nada neste mundo que não seja fascinante, mais que as frases absurdas ou as letras que empilhamos em estantes.

Coisas ruins sempre acontecem sendo boas para alguém... e sobre isso estou sempre no lado B, mas não existe prazer sem um pouco de dor.

E o mortal inda empunha o antigo cálice (realmente) doce e amargo... Cada passo no improvável é um cortejo fúnebre de enleios - e velas para encaminhar os mortos. Dói? Por um desejo consentido eu já teria sumido, é o que digo.
Você foi luz quando só havia trevas, hoje a onda da escuridão volta violentando as fronteiras que sua claridade descobriu. Se eu tivesse lagrimas as derramaria, saiba, algo ainda dói em algum lugar e por isso abdiquei... De sofrer ainda mais um dia.
Por um lado vi encanto e por outro amargura, pacto de beleza obscura. Não se surpreenda se não choro, é que aprendi a esperar pela facada – inevitável – que num tardar a vida sempre talha.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009


Sigo vagamente, dia após dia, sem entusiasmo ou desejo, se penso não lembro de que ontem foram feitas paginas de um ano inteiro.
Brilhos incertos se extinguem no cinzeiro.
... Nada me enternece.
Se a dor invade a fantasia dá vida à anomalias.

Isolamento e sons de chuva são orações dispersas.

Simulacros de criaturas duvidosas são egos diabólicos de tudo o que se apresenta como gente, chacais que massacram almas por sadismo... Caricaturas gentis são as mais sórdidas.

Com inspirações tão tenebrosas não há arte que resista, e coisas terríveis surgem com nuances de cores que não podem ser vistas, pulsam musicas que não podem ser ouvidas e... Poesias que não deveriam ser lidas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009



Lagrimas do coração não caem,
Percebe quem sente.
Quem sente?
A alma...

Dias são pequenos mundos
Que a noite têm fim.

Uma flor por dia.
Uma flor por dia.
Uma flor por dia...

E abandono...

Nessa casa de loucos
Somos socorridos por agouros
Do fim dos mundos vindouros.
Que preço para o horror
Num grito insano de dor...
Atmosfera cáustica consome
Em cinzas sonhos que brotam mortos.

Uma flor por dia...

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Asilo a correnteza do destino e lhe desejo nas paginas dessa história. Ancestrais segredam que vim ao mundo para acomodar contornos e nas ondas mornas lenitivas reconstruir almas divididas.
Não afronte este ofício com gracejos, pois ele apresenta-se grave, sorrindo pontas e olhares acesos (entre meus mais densos receios).
Dias absurdos são os escolhidos para encarar demônios (que meus piores pesadelos perdem de longe).
Vagarosas sazões de noites escuras abrigam combates silenciosos e quando passam ninguém percebe quantos seres das trevas vieram e foram embora.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

O tolo o tempo todo perde a convicção.
Vermes corroem as sementes antes da arvore.
Existência insólita suspende sentimentos rotos.
Imensos precipícios entre vingança e destroços.
Majestades declinadas...
Lembranças esfaceladas...
Aroma de livros senis e madeira nova.
O pincel segue a nervura do violino.
Ébrios de vida...
Pérola liquida...
Aço esguio noturnamente cintila.
Curvas acariciando róseas fronteiras.
Cristal cheio de sabores plenos.
Questões correm profundas por acasos.
Longe brigam os gatos.
E mais silêncio e mais nada.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

red box...













Mais um animal humano no mundo... nu mundo...
como você...
e como! Ah, se como...
Se como no reino dos sonhos fossemos todos santos...


meu vegetarianismo-político me poda... É fo...
É fora de realidade, apenas.


Meu eu-ilícito acorda e se passo a língua os dentes são só pontas, sem contas, em noites nevoentas só confusão e ervas jovens e horas mortas, tudo coberto com orvalho fresco, não existem números pra tantos ossos... faltou comunicação... e cigarros.

Puro disparate... Ah! E a pureza! Essa é brutalidade intensa, de castidade e risinhos vergonhosos se constrói violência, não sejamos ridículos, ora.

Que a certa altura de escuridão nem o tempo nos devora... E você? ora? Implora?
Se lhe ouvem do outro lado, aconselho como amigo, que corra e se esconda.

Ah! É das faltas mais graves pronunciar palavras que não precisam ser ditas.
e tenho dito...

e como...