segunda-feira, 5 de outubro de 2009


E o mortal inda empunha o antigo cálice (realmente) doce e amargo... Cada passo no improvável é um cortejo fúnebre de enleios - e velas para encaminhar os mortos. Dói? Por um desejo consentido eu já teria sumido, é o que digo.
Você foi luz quando só havia trevas, hoje a onda da escuridão volta violentando as fronteiras que sua claridade descobriu. Se eu tivesse lagrimas as derramaria, saiba, algo ainda dói em algum lugar e por isso abdiquei... De sofrer ainda mais um dia.
Por um lado vi encanto e por outro amargura, pacto de beleza obscura. Não se surpreenda se não choro, é que aprendi a esperar pela facada – inevitável – que num tardar a vida sempre talha.

2 comentários:

Oicreal disse...

roubado de um outro blog que visito:
"A vida sempre enganando e a gente sempre acreditando..."

Estamos todos em um mesmo club.

Anônimo disse...

Ler seus textos me desperta inspiração...como as músicas que escuto, aonde transformo o teclado em piano...seus textos me provocam imagens muito reais...e surreais...