Minhas asas se abrem
Nesse rito ao amor total
Minha alma se liberta
De todo grilhão fatal
Não há dor que atinja
Minha distante fortaleza
Tenho a força do dragão
E o brilho lúcido
Da estrela da manhã
O meu poder é imenso
E tudo o que eu quero
Eu tenho
Com a lâmina da espada
Abro todos os caminhos
Com o fogo sempre alto
Purifico os sacrifícios
Ando pela escuridão
Como em minha casa
A minha força é imensa
De fulgor fascinante
O vento leva o meu desejo
E o faz realidade
Todos os que se colocam
Em meu caminho
Sofrem eternas máculas
O meu poder é imenso
Todas as forças me protegem
Tudo o que é lançado contra mim
Volta três vezes mais e maior
A noite me fortalece
E nos reinos submersos
Minha magia se renova
Minha visão é clara
Meu clamor é alto
Meu poder é imenso
Eu vejo através das chagas
Trago paz aos amigos
E dor aos inimigos
Ratos, baratas e outras coisas que vivem de sobras... e que vão dominar o mundo. *Não me julgue: nada disso é real!
sexta-feira, 8 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Primeiro eu cai, e achei que não mais levantaria... Senti a amargura, olhei para o abismo, toquei a escuridão.
A noite acariciou meu rosto, cobriu meu corpo, me levou pra casa.
Quando abri os olhos já era tããão tarde... Mas noite e mais nada.
No submundo do meu ego ofereci a realidade, no altar do desespero depositei a castidade.
Em troca o mal carregou meu coração para o mundo gelado, e minhas asas se libertaram.
A noite acariciou meu rosto, cobriu meu corpo, me levou pra casa.
Quando abri os olhos já era tããão tarde... Mas noite e mais nada.
No submundo do meu ego ofereci a realidade, no altar do desespero depositei a castidade.
Em troca o mal carregou meu coração para o mundo gelado, e minhas asas se libertaram.
terça-feira, 28 de abril de 2009
Machuco minhas costas com as unhas, não há dor. Esta tudo caindo.
O tempo derruba tudo, os sonhos, os cabelos na pia...
Paro diante do mais imenso medo,
não posso encarar...
É uma tragédia, um fim, para um recomeço assustador.
Não, esse não. Não.
A lâmina tem uma ponta útil, mas não esta afiada.
Eu não exagero em nada.
Não há.
O sono me leva para o amanhã, apelo para deuses e demônios, não sou nada fiel, ofereço alma, incenso, vela, papel... Peço pra fumaça levar meu pedido longe... Ninguém responde.
De quanto medo é preciso para a covardia apelar para o ultimo sono?
De quanta coragem sobre a covardia estamos falando? Essa é uma negociação. A caixa vermelha, o céu profundamente negro, claridade artificial.
Eu prometo, e juro, e silencio.
A caixa vermelha entre os livros.
Céu profundamente negro, nuvens sutis.
A claridade artificial em letras.
Nem posso olhar, fraco que sou, um verme.
Caminho distante até a prateleira de livros, afasto, pego a caixa, abro vermelha, dentro lamina virgem, coloco no altar, a luz da lua alcança.
Se é pra ser o mau, que seja poético.
O tempo derruba tudo, os sonhos, os cabelos na pia...
Paro diante do mais imenso medo,
não posso encarar...
É uma tragédia, um fim, para um recomeço assustador.
Não, esse não. Não.
A lâmina tem uma ponta útil, mas não esta afiada.
Eu não exagero em nada.
Não há.
O sono me leva para o amanhã, apelo para deuses e demônios, não sou nada fiel, ofereço alma, incenso, vela, papel... Peço pra fumaça levar meu pedido longe... Ninguém responde.
De quanto medo é preciso para a covardia apelar para o ultimo sono?
De quanta coragem sobre a covardia estamos falando? Essa é uma negociação. A caixa vermelha, o céu profundamente negro, claridade artificial.
Eu prometo, e juro, e silencio.
A caixa vermelha entre os livros.
Céu profundamente negro, nuvens sutis.
A claridade artificial em letras.
Nem posso olhar, fraco que sou, um verme.
Caminho distante até a prateleira de livros, afasto, pego a caixa, abro vermelha, dentro lamina virgem, coloco no altar, a luz da lua alcança.
Se é pra ser o mau, que seja poético.
Calmaria combinada com profunda apatia
Em condições irreais o que mais se esperaria?
Em uma curva adulterada mais uma rasteira da vida
Numa noite onde até lua morria
AS portas estavam expostas
Mas não se propôs um único viajante
A vigília dos sonhos esteve viúva
E nos céus não havia estrela alguma
Porque a morte caminhava
Entre insones desesperos
Profundamente congelados
Nas almas de velhos amantes.
Em condições irreais o que mais se esperaria?
Em uma curva adulterada mais uma rasteira da vida
Numa noite onde até lua morria
AS portas estavam expostas
Mas não se propôs um único viajante
A vigília dos sonhos esteve viúva
E nos céus não havia estrela alguma
Porque a morte caminhava
Entre insones desesperos
Profundamente congelados
Nas almas de velhos amantes.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Meu coração está vazio. Não há.
Quando algo precisa mudar ou morrer qualquer uma das escolhas causa dor.
Nem sempre mudar é a escolha preferida, é muito mais fácil desistir. Não há nada de errado em ser covarde, apenas é triste.
E a tristeza sempre vem, não importa como, às vezes fica por muitos anos, nos acompanhando como uma sombra, outras vezes apenas nos acaricia e vai embora, voltando de quando em quando... mas sempre vem, de um jeito ou de outro.
Pensar na tristeza como algo bom deixa tudo mais fácil. Precisamos entrar em nós mesmos, observar com calma, é uma dádiva que a tristeza proporciona, nos faz encontrar tempo (tão escasso hoje em dia) para a reflexão, para a arte, para a música, a poesia... Para emoções tão pessoais e profundas que esquecemos na praticidade do dia-a-dia.
Quando algo precisa mudar ou morrer qualquer uma das escolhas causa dor.
Nem sempre mudar é a escolha preferida, é muito mais fácil desistir. Não há nada de errado em ser covarde, apenas é triste.
E a tristeza sempre vem, não importa como, às vezes fica por muitos anos, nos acompanhando como uma sombra, outras vezes apenas nos acaricia e vai embora, voltando de quando em quando... mas sempre vem, de um jeito ou de outro.
Pensar na tristeza como algo bom deixa tudo mais fácil. Precisamos entrar em nós mesmos, observar com calma, é uma dádiva que a tristeza proporciona, nos faz encontrar tempo (tão escasso hoje em dia) para a reflexão, para a arte, para a música, a poesia... Para emoções tão pessoais e profundas que esquecemos na praticidade do dia-a-dia.
sexta-feira, 13 de março de 2009
Escrevi pequenos versos pra você em todo o livro da minha vida
Enquanto me dizia o quão enfadonho era isso
Minha poesia gritou, chorou, resmungou... E ficou longe
E como me senti sozinha!
Por sua companhia o preço foi alto, hoje vejo, alto demais.
Recolho as folhas e as letras e as embalo junto ao peito, queridíssimas amigas.
Elas soluçam e assopram o pó e a sujeira dessa alma abandonada
Sinto um sorriso sincero e tímido no meu coração.
Enquanto me dizia o quão enfadonho era isso
Minha poesia gritou, chorou, resmungou... E ficou longe
E como me senti sozinha!
Por sua companhia o preço foi alto, hoje vejo, alto demais.
Recolho as folhas e as letras e as embalo junto ao peito, queridíssimas amigas.
Elas soluçam e assopram o pó e a sujeira dessa alma abandonada
Sinto um sorriso sincero e tímido no meu coração.
quinta-feira, 12 de março de 2009
Vejo-lhe encolhida sob escombros, no nada. Mais um corte no seu amor.
Ah, você não a aprende que os monstros se aproximam em forma de anjos... Veja agora, quanta dor.
Faço o que posso, sento e faço parte do silêncio, a noite lhe envolve com seu manto e juntos lhe fazemos invisível por algum tempo.
Consertamos o estrago, mais um! Pobre coração, todo remendado.
Seres escuros correm pelos cantos, atraídos por essa aura densa, não tenha medo, veja que, como uma muralha, se põem ao seu redor, sua laia.
Duvide sempre de quem tenta lhe convencer que para a beleza só tem um lado, que a maldade só tem uma face.
Arrastam-lhe sempre para a luz, lhe despem e abandonam. Qual absolvição?
Se é na noite que vivem os sonhos, e as vozes enganosas lhe revelam suas maldades... É onde nós estamos, junto às sombras, onde apenas os nossos se encontram. Cada ser tem seu lugar no mundo, não lhe parece evidente que, com tanto a ser visto, cada um encontrasse seu caminho em vez de seguir um único fluxo?
Minhas mãos, frias como as suas, tocam o seu rosto, reconheça seu lar, sinta com mansidão a sua vida.
Ah, você não a aprende que os monstros se aproximam em forma de anjos... Veja agora, quanta dor.
Faço o que posso, sento e faço parte do silêncio, a noite lhe envolve com seu manto e juntos lhe fazemos invisível por algum tempo.
Consertamos o estrago, mais um! Pobre coração, todo remendado.
Seres escuros correm pelos cantos, atraídos por essa aura densa, não tenha medo, veja que, como uma muralha, se põem ao seu redor, sua laia.
Duvide sempre de quem tenta lhe convencer que para a beleza só tem um lado, que a maldade só tem uma face.
Arrastam-lhe sempre para a luz, lhe despem e abandonam. Qual absolvição?
Se é na noite que vivem os sonhos, e as vozes enganosas lhe revelam suas maldades... É onde nós estamos, junto às sombras, onde apenas os nossos se encontram. Cada ser tem seu lugar no mundo, não lhe parece evidente que, com tanto a ser visto, cada um encontrasse seu caminho em vez de seguir um único fluxo?
Minhas mãos, frias como as suas, tocam o seu rosto, reconheça seu lar, sinta com mansidão a sua vida.
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