Entregue aos braços do deus pagão que me despe a armadura e me desmonta a estrutura, de joelhos, ofereço minha devoção.
É meu dever à divindade, se foi sua respiração que me trouxe à vida, como se já não bastasse o atrevimento em despertar o antigo demônio em mim.
Lábios cautelosos entoam os sortilégios que unem mundos e labaredas grandiosas nessa clareira de meus dias!
Taça e lâmina em um só corpo, ancestral alquimia que o vinho refina, pulsando a música que seletas almas compartilham.
Unhas, dentes e carne! Ah, existe ferocidade sem um pingo de maldade....
;)
Ratos, baratas e outras coisas que vivem de sobras... e que vão dominar o mundo. *Não me julgue: nada disso é real!
segunda-feira, 13 de julho de 2009
quarta-feira, 8 de julho de 2009
a toa.
Às vezes...
Parece que tudo vai acontecendo sem que tenhamos tempo para elaborar uma opinião ou ter uma atitude decente, numa avalanche sem controle que nos engole e leva pra baixo.
Tudo simplesmente vem até você - e você tava lá parado, no seu canto - então existe a escolha: ignorar ou não.
E geralmente não ignoramos, pois ignorar nos priva de experimentar... E a curiosidade? E a sensatez?
Ha!... Sei lá, eu to ficando muito velha pra esse tipo de coisa... Melhor fechar a porta do armário antes que o bicho papão pule de lá...
Parece que tudo vai acontecendo sem que tenhamos tempo para elaborar uma opinião ou ter uma atitude decente, numa avalanche sem controle que nos engole e leva pra baixo.
Tudo simplesmente vem até você - e você tava lá parado, no seu canto - então existe a escolha: ignorar ou não.
E geralmente não ignoramos, pois ignorar nos priva de experimentar... E a curiosidade? E a sensatez?
Ha!... Sei lá, eu to ficando muito velha pra esse tipo de coisa... Melhor fechar a porta do armário antes que o bicho papão pule de lá...
Depressivo... É isso, uma palavra e mais nada.
Quando eu tinha 15 anos me diziam que era adolescia, "tiiiiiiiiiipico!", depressão, a raiva de uma ordem onde "justiça" é um ponto de vista, a vergonha em fazer parte de uma espécie que se julga pela cor da pele em um lugar onde fabricam sentimentos para serem quebrados... blá blá blá...
Pois bem, tenho 23 anos e sou ainda adolescente, muitas vezes me pego de frente ao espelho dizendo “isso vai embora com o tempo", e não raras vezes, em minha própria paranóia, me vejo às gargalhadas, rindo de mim mesmo, por pensar que isso passa.
É quando se olha para o céu para encontrar conforto na noite e nas estrelas e nos deparamos com uma Lua rindo... mas comigo? rindo de mim? Das ilusões? da eterna utopia "paz e amor"?
Ou apenas da liberdade...
as penas da liberdade...
se há...
Quando eu tinha 15 anos me diziam que era adolescia, "tiiiiiiiiiipico!", depressão, a raiva de uma ordem onde "justiça" é um ponto de vista, a vergonha em fazer parte de uma espécie que se julga pela cor da pele em um lugar onde fabricam sentimentos para serem quebrados... blá blá blá...
Pois bem, tenho 23 anos e sou ainda adolescente, muitas vezes me pego de frente ao espelho dizendo “isso vai embora com o tempo", e não raras vezes, em minha própria paranóia, me vejo às gargalhadas, rindo de mim mesmo, por pensar que isso passa.
É quando se olha para o céu para encontrar conforto na noite e nas estrelas e nos deparamos com uma Lua rindo... mas comigo? rindo de mim? Das ilusões? da eterna utopia "paz e amor"?
Ou apenas da liberdade...
as penas da liberdade...
se há...
Desarranjo emocional, nesse indissolúvel tempo de almas raras machucadas...
Tudo são contornos em ruínas sob os traços da sedutora mascara da maldade.
Mundo sujo mundo, vejo com a clareza de um delírio os sorrisos trincados e os sentimentos corrompidos grosseiramente esculpidos nas pedras de seus corações.
Tudo são contornos em ruínas sob os traços da sedutora mascara da maldade.
Mundo sujo mundo, vejo com a clareza de um delírio os sorrisos trincados e os sentimentos corrompidos grosseiramente esculpidos nas pedras de seus corações.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
Ah! Senhores, trágico é saber que a chave estava o tempo todo ali enquanto eu procurava a porta.
Percorri caminhos, encontrei espelhos, encontrei três ou quatro janelas dessas com grades firmes, com paisagens relativamente mutáveis e tentei passar a minha cabeça a força por uma delas! Precisava tentar! Quando consegui demorei um bom tempo para sair...
Fiquei ali por um tempo, preso, vendo sempre os mesmos personagens.
Então, ainda meio entorpecido, olhei para trás e vi a mesa! E um livro e a chave...
*talvez o livro fosse a porta? Não... Portas têm maçanetas e coisas como campainhas, parede em volta...*
Quando me desentupi daquela droga de grade, com a força que fiz, fui direto pro chão! Doeu, demorei pra levantar, mas sacudi aquela sujeira velha e levantei, claro, não poderia ficar ali pra sempre, é chato ficar no chão...
Peguei a chave, abri o livro... Em branco. Mas que diabos!
vou procurar outra janela pra enfiar a cara!
Percorri caminhos, encontrei espelhos, encontrei três ou quatro janelas dessas com grades firmes, com paisagens relativamente mutáveis e tentei passar a minha cabeça a força por uma delas! Precisava tentar! Quando consegui demorei um bom tempo para sair...
Fiquei ali por um tempo, preso, vendo sempre os mesmos personagens.
Então, ainda meio entorpecido, olhei para trás e vi a mesa! E um livro e a chave...
*talvez o livro fosse a porta? Não... Portas têm maçanetas e coisas como campainhas, parede em volta...*
Quando me desentupi daquela droga de grade, com a força que fiz, fui direto pro chão! Doeu, demorei pra levantar, mas sacudi aquela sujeira velha e levantei, claro, não poderia ficar ali pra sempre, é chato ficar no chão...
Peguei a chave, abri o livro... Em branco. Mas que diabos!
vou procurar outra janela pra enfiar a cara!
sábado, 4 de julho de 2009
Tomando chá de hortelã que trocaria decididamente por café, mas nem sempre temos o que desejamos, não é?
Mas pode-se sonhar! Então, cá estou com essa água verde imaginando um café, e? Continua chá, não tem café!
Da pra imaginar o quanto de nossa vida, de nossa própria historia é inventado, criado pela alucinação? Pessoas, coisas, situações que moldamos de acordo com nossa necessidade de fuga da realidade.
Se de repente pudéssemos apagar todos os sonhos, e deixar apenas a realidade...
O que restaria?
Quem restará?
cito e concordo: "a arte existe para que a realidade não nos destrua" (Nietzsche)
Mas pode-se sonhar! Então, cá estou com essa água verde imaginando um café, e? Continua chá, não tem café!
Da pra imaginar o quanto de nossa vida, de nossa própria historia é inventado, criado pela alucinação? Pessoas, coisas, situações que moldamos de acordo com nossa necessidade de fuga da realidade.
Se de repente pudéssemos apagar todos os sonhos, e deixar apenas a realidade...
O que restaria?
Quem restará?
cito e concordo: "a arte existe para que a realidade não nos destrua" (Nietzsche)
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