Depressivo... É isso, uma palavra e mais nada.
Quando eu tinha 15 anos me diziam que era adolescia, "tiiiiiiiiiipico!", depressão, a raiva de uma ordem onde "justiça" é um ponto de vista, a vergonha em fazer parte de uma espécie que se julga pela cor da pele em um lugar onde fabricam sentimentos para serem quebrados... blá blá blá...
Pois bem, tenho 23 anos e sou ainda adolescente, muitas vezes me pego de frente ao espelho dizendo “isso vai embora com o tempo", e não raras vezes, em minha própria paranóia, me vejo às gargalhadas, rindo de mim mesmo, por pensar que isso passa.
É quando se olha para o céu para encontrar conforto na noite e nas estrelas e nos deparamos com uma Lua rindo... mas comigo? rindo de mim? Das ilusões? da eterna utopia "paz e amor"?
Ou apenas da liberdade...
as penas da liberdade...
se há...
Ratos, baratas e outras coisas que vivem de sobras... e que vão dominar o mundo. *Não me julgue: nada disso é real!
quarta-feira, 8 de julho de 2009
Desarranjo emocional, nesse indissolúvel tempo de almas raras machucadas...
Tudo são contornos em ruínas sob os traços da sedutora mascara da maldade.
Mundo sujo mundo, vejo com a clareza de um delírio os sorrisos trincados e os sentimentos corrompidos grosseiramente esculpidos nas pedras de seus corações.
Tudo são contornos em ruínas sob os traços da sedutora mascara da maldade.
Mundo sujo mundo, vejo com a clareza de um delírio os sorrisos trincados e os sentimentos corrompidos grosseiramente esculpidos nas pedras de seus corações.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
domingo, 5 de julho de 2009
Ah! Senhores, trágico é saber que a chave estava o tempo todo ali enquanto eu procurava a porta.
Percorri caminhos, encontrei espelhos, encontrei três ou quatro janelas dessas com grades firmes, com paisagens relativamente mutáveis e tentei passar a minha cabeça a força por uma delas! Precisava tentar! Quando consegui demorei um bom tempo para sair...
Fiquei ali por um tempo, preso, vendo sempre os mesmos personagens.
Então, ainda meio entorpecido, olhei para trás e vi a mesa! E um livro e a chave...
*talvez o livro fosse a porta? Não... Portas têm maçanetas e coisas como campainhas, parede em volta...*
Quando me desentupi daquela droga de grade, com a força que fiz, fui direto pro chão! Doeu, demorei pra levantar, mas sacudi aquela sujeira velha e levantei, claro, não poderia ficar ali pra sempre, é chato ficar no chão...
Peguei a chave, abri o livro... Em branco. Mas que diabos!
vou procurar outra janela pra enfiar a cara!
Percorri caminhos, encontrei espelhos, encontrei três ou quatro janelas dessas com grades firmes, com paisagens relativamente mutáveis e tentei passar a minha cabeça a força por uma delas! Precisava tentar! Quando consegui demorei um bom tempo para sair...
Fiquei ali por um tempo, preso, vendo sempre os mesmos personagens.
Então, ainda meio entorpecido, olhei para trás e vi a mesa! E um livro e a chave...
*talvez o livro fosse a porta? Não... Portas têm maçanetas e coisas como campainhas, parede em volta...*
Quando me desentupi daquela droga de grade, com a força que fiz, fui direto pro chão! Doeu, demorei pra levantar, mas sacudi aquela sujeira velha e levantei, claro, não poderia ficar ali pra sempre, é chato ficar no chão...
Peguei a chave, abri o livro... Em branco. Mas que diabos!
vou procurar outra janela pra enfiar a cara!
sábado, 4 de julho de 2009
Tomando chá de hortelã que trocaria decididamente por café, mas nem sempre temos o que desejamos, não é?
Mas pode-se sonhar! Então, cá estou com essa água verde imaginando um café, e? Continua chá, não tem café!
Da pra imaginar o quanto de nossa vida, de nossa própria historia é inventado, criado pela alucinação? Pessoas, coisas, situações que moldamos de acordo com nossa necessidade de fuga da realidade.
Se de repente pudéssemos apagar todos os sonhos, e deixar apenas a realidade...
O que restaria?
Quem restará?
cito e concordo: "a arte existe para que a realidade não nos destrua" (Nietzsche)
Mas pode-se sonhar! Então, cá estou com essa água verde imaginando um café, e? Continua chá, não tem café!
Da pra imaginar o quanto de nossa vida, de nossa própria historia é inventado, criado pela alucinação? Pessoas, coisas, situações que moldamos de acordo com nossa necessidade de fuga da realidade.
Se de repente pudéssemos apagar todos os sonhos, e deixar apenas a realidade...
O que restaria?
Quem restará?
cito e concordo: "a arte existe para que a realidade não nos destrua" (Nietzsche)
sexta-feira, 3 de julho de 2009
Passo a vida costurando retalhos de sonhos deformados, a colcha do meu sono é feita de maldade e a noite que me embala destrói realidades.
É amarga a tempestade do seu sangue nesse dia, seu coração não valia nada e para mim menos ainda.
A minha paixão foi um jogo e fez de seu pranto uma piada eu estava lá quando sua dor transbordou a alma.
Matei anjos, quebrei mascaras, um a um, caíram as pedras de osso e seus pontos marcados.
É o preço por acreditar, abrir o espírito, deixar alguém entrar.
Vocês nunca acreditam que o mal pode existir, mas quando ele acontece não lhes dá tempo de fugir...
Arrependimentos são inúteis quando não existe quem os ouça, esqueça, estão todos mortos hoje nesse seu novo mundo sem passado... ou futuro.
É amarga a tempestade do seu sangue nesse dia, seu coração não valia nada e para mim menos ainda.
A minha paixão foi um jogo e fez de seu pranto uma piada eu estava lá quando sua dor transbordou a alma.
Matei anjos, quebrei mascaras, um a um, caíram as pedras de osso e seus pontos marcados.
É o preço por acreditar, abrir o espírito, deixar alguém entrar.
Vocês nunca acreditam que o mal pode existir, mas quando ele acontece não lhes dá tempo de fugir...
Arrependimentos são inúteis quando não existe quem os ouça, esqueça, estão todos mortos hoje nesse seu novo mundo sem passado... ou futuro.
Infinita e imóvel sinfonia é o som da dor que a alma aprecia alimentada e adorada pelo mal que nos abriga. Em um mundo morto onde os abortos de estúpidas ilusões nos aliviam.
Conforta-me o toque da morte nos sonhos, toda noite livra-me da esperança maldita.
A imundice é o que corre nas veias da carcaça moribunda do demônio em que caminhamos todos os dias achando que é vida.
O gozo do profano é celebrado no prazer mais puro que criamos, mas quando a consciência reclama sempre caímos de joelho pela redenção apocalíptica.
E no circulo deplorável da nossa condição humana nos orgulhamos de ser nada e ser menos ainda a cada instante.
Tendo inveja do quanto o outro pode ser mais desprezível criamos guerras por menos que a miséria que somos.
E grosseiramente fácil nos tornamos escravos da engrenagem que criamos.
[Eron, 2005]
Conforta-me o toque da morte nos sonhos, toda noite livra-me da esperança maldita.
A imundice é o que corre nas veias da carcaça moribunda do demônio em que caminhamos todos os dias achando que é vida.
O gozo do profano é celebrado no prazer mais puro que criamos, mas quando a consciência reclama sempre caímos de joelho pela redenção apocalíptica.
E no circulo deplorável da nossa condição humana nos orgulhamos de ser nada e ser menos ainda a cada instante.
Tendo inveja do quanto o outro pode ser mais desprezível criamos guerras por menos que a miséria que somos.
E grosseiramente fácil nos tornamos escravos da engrenagem que criamos.
[Eron, 2005]
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