Estação das Brumas - http://estacao-das-brumas.lyrics-songs.com/
by Rafael Oliveda
As folhas caem se espalhando pelo chão...
Com a brisa que te abraça sem parar
Suas flores morrerão com o verão...
Levo outras quando for te visitar
A carcaça apodrecida estende a mão...
Para o seu filho que não para de chorar
Com arames esmagando o coração...
Em minha mesa ninguém toma o seu lugar
Bosta e caviar...
Me abrace, me beije mas faça parar...
Me bata, me cuspa mas faça parar...
As baratas vigiam quem dorme no chão
Um diário mentiroso me contou...
Que ainda é possível te encontrar
Na verdade um jovem hippie publicou...
Nunca vi tanta besteira para rasgar
Ratos, baratas e outras coisas que vivem de sobras... e que vão dominar o mundo. *Não me julgue: nada disso é real!
segunda-feira, 17 de maio de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Arrisquei estancar, mas era tanto que não era sensato suportar. Parti feliz quando tanto vazio fez uma solitária lagrima voltar.
Resguardo este espaço de momentos onde não quero - ou sustento - mais nada.
Renuncio a realidade e traço objetivos como quem morre, essa lágrima trouxe consigo um último desejo... De que tudo fique longe, e por fim se apaga a ultima luz neste olhar que daqui para a frente estará sempre fechado.
Vi claramente, tantas vezes, o próprio senhor das moscas titereiando estas máscaras que agora rejeito acompanhar uma novela que em círculos sempre se renova.
...e sobre o anterior questionamento, escolho matar a alma e continuar vivendo.
O Deus-Verme
Augusto dos Anjos
Fator universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme - é o seu nome obscuro de batismo.
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.
Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrôpicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
+ William Golding - o senhor das moscas (livro pdf - 4shared link) (Wikipédia)
+ "Senhor das Moscas" (Wikipédia)
Resguardo este espaço de momentos onde não quero - ou sustento - mais nada.
Renuncio a realidade e traço objetivos como quem morre, essa lágrima trouxe consigo um último desejo... De que tudo fique longe, e por fim se apaga a ultima luz neste olhar que daqui para a frente estará sempre fechado.
Vi claramente, tantas vezes, o próprio senhor das moscas titereiando estas máscaras que agora rejeito acompanhar uma novela que em círculos sempre se renova.
...e sobre o anterior questionamento, escolho matar a alma e continuar vivendo.
O Deus-Verme
Augusto dos Anjos
Fator universal do transformismo.
Filho da teleológica matéria,
Na superabundância ou na miséria,
Verme - é o seu nome obscuro de batismo.
Jamais emprega o acérrimo exorcismo
Em sua diária ocupação funérea,
E vive em contubérnio com a bactéria,
Livre das roupas do antropomorfismo.
Almoça a podridão das drupas agras,
Janta hidrôpicos, rói vísceras magras
E dos defuntos novos incha a mão...
Ah! Para ele é que a carne podre fica,
E no inventário da matéria rica
Cabe aos seus filhos a maior porção!
+ William Golding - o senhor das moscas (livro pdf - 4shared link) (Wikipédia)
+ "Senhor das Moscas" (Wikipédia)
black box
Essa foi boa, uma cilada, dessas que achei que já estava salva, e me vi guiada por uma aspiração alienada.
Um anseio demente e oposta calmaria apascentada... E descoberta, a fraqueza se desmancha prostrada. Apenas não era nada e a esperança cala e jaz resignada.
“Sombras da morte que insistem em nos levar, peço que esta noite eu não possa mais voltar”.
Um anseio demente e oposta calmaria apascentada... E descoberta, a fraqueza se desmancha prostrada. Apenas não era nada e a esperança cala e jaz resignada.
“Sombras da morte que insistem em nos levar, peço que esta noite eu não possa mais voltar”.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Sabia que o sofrimento esperava na porta de saída... Mas a saudade eu senti antes mesmo de você partir e agora já não resta nada.
Ah, sem tragédias.
A vida vaga... Um barquinho carregado ao sabor de um rio ermo para um oceano desconhecido.
Nem os fantasmas marginais se interessam pelo solitário tripulante... Que mudo se apaixona apenas pela calmaria noturna de um céu distante.
Ah, sem tragédias.
A vida vaga... Um barquinho carregado ao sabor de um rio ermo para um oceano desconhecido.
Nem os fantasmas marginais se interessam pelo solitário tripulante... Que mudo se apaixona apenas pela calmaria noturna de um céu distante.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Antiga escrita da arte do sangue
traz de volta o contentamento
que todos os dias a vida rouba.
Num túmulo escuro me conforto,
fui expulso dos 14 reinos e prossigo
uma mentira de paz aparente.
Tudo portas ao acaso, sem mistérios
a existência se arrasta em corrente,
passei uma década na janela
observando altruísmo e bondade.
Sonho consideráveis pesadelos,
quando tédio é uma constante,
medo é uma joia rara.
Não pretendo chegar a lugar algum, desisti das pretensões, não sinto essa obrigatoriedade de ser feliz, vejo-me a parte, na superior arrogância da solidão.
Meus dias seguem feitos de névoa vaga, sempre acabo antes dos momentos.
É a beleza angustiante de viver em fragmentos.
Num mundo feito de contrastes, uns nascem luz outros trevas, nada mais.
O projeto divino é cheio de falhas...
domingo, 29 de novembro de 2009
Não sou um deposito de ilusões,
posso discorrer sobre o orbe onde habitei
Sem que seja significação
Sem que seja duração
Sem que seja coração
Falha a gravidade, tudo pende, fora do ar.
Vontades desordenadas onde pequenos erros tornam-se acertos.
Quando pensei seu nome alguém do outro lado ouviu
os nevoeiros revelaram sua alma e toques amargos de obstinação
Não acredito, não me admiro, admito.
Mais uma vez, sentar e escutar, e espero.
É da tolice mais humana ajoelhar-se perante o que nos estimula a visão. Ciente, fecho os olhos e observo além sob os conselhos dos mestres Métis e Aión..
Já não desejo, destôo, deslizo, indefino...
Evasiva, não me apetece esse mundo descontínuo, inoperante, dividido.
posso discorrer sobre o orbe onde habitei
Sem que seja significação
Sem que seja duração
Sem que seja coração
Falha a gravidade, tudo pende, fora do ar.
Vontades desordenadas onde pequenos erros tornam-se acertos.
Quando pensei seu nome alguém do outro lado ouviu
os nevoeiros revelaram sua alma e toques amargos de obstinação
Não acredito, não me admiro, admito.
Mais uma vez, sentar e escutar, e espero.
É da tolice mais humana ajoelhar-se perante o que nos estimula a visão. Ciente, fecho os olhos e observo além sob os conselhos dos mestres Métis e Aión..
Já não desejo, destôo, deslizo, indefino...
Evasiva, não me apetece esse mundo descontínuo, inoperante, dividido.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
O navio sombrio segue pela noite enquanto a vida precipita-se, esbarra e morre em pequenos conceitos.
Passageiros em cabines escuras idealizam o infinito, imaginando que um passo errado os levará ao abismo, ignoram sua prisão.
O amor é uma cilada. A felicidade é verdade adulterada.
Passageiros em cabines escuras idealizam o infinito, imaginando que um passo errado os levará ao abismo, ignoram sua prisão.
O amor é uma cilada. A felicidade é verdade adulterada.
Amizade são ratos e baratas que roem a nossa alma enquanto vemos televisão.
Para que a realidade dê lugar aos sonhos a paz é a solidão, drogas sintéticas e musica surreal.
O desejo é abstrato.
Para que a realidade dê lugar aos sonhos a paz é a solidão, drogas sintéticas e musica surreal.
O desejo é abstrato.
É triste viver aqui, para que um sorriso venha é preciso esquecer-se de si.
O que será pior: matar a alma para continuar vivendo ou matar o corpo para poupar a alma?
O que será pior: matar a alma para continuar vivendo ou matar o corpo para poupar a alma?
Essa vaga ideia de eternidade é um tormento, quanto tempo isso pode durar?
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